O que é a porcelana?

A porcelana é um produto branco impermeável e translúcido. Ela se distingue de outros produtos cerâmicos, especialmente, da faiança e da louça, pela sua vitrificação, transparência, resistência, completa isenção de porosidade e sonoridade.
Peça feita em porcelana decorada com pintura sobre o esmalte e detalhes com ouro.
Porcelana (do Italiano porcellana ) é uma variedade de cerâmica dura e resistente, branca, às vezes translúcida, que é preparada a partir de uma mistura triaxial de caulim, feldspato e quartzo.
Todas as evidências apontam para o surgimento da porcelana na China da época "Tang" que teve na época "Song" a sua mais refinada produção com o afinamento da massa, elegância de formas e introdução de novos vernizes, culminando, na época "Ming" com expansão e desenvolvimento até o século XIX.
De lá se difundindo, por volta do século XVI, a porcelana obteve grande desenvolvimento na Coreia e no Japão de onde foi abundantemente importada sendo reconhecida pelo nome do porto de Imari que escoava a produção da zona de Arita e Kutani.
Foram os portugueses quem, pelas suas longas e temerárias navegações, introduziu nos mercados europeus a porcelana. Foi Frei Gaspar da Cruz que expôs os processos pelos quais se obtinha, na China, esse produto. Desde o século XVI, graças às importações pelas Companhias das Índias, a produção europeia se limitou a copiar toscamente a porcelana oriental, como a produção de Florença. A mais antiga fábrica europeia é a de Meissen (Saxônia), fundada por Boetticher, em 1709. No fim do século XVII, iniciou-se a produção francesa em Rouen e Saint-Cloud que acarretou em 1725 na manufatura Chantily e em 1738 na manufatura Vincennes depois transformada em manufatura real em Sévres.
Desde aí, as técnicas se aprimoram na Inglaterra, Portugal, Espanha e especialmente Alemanha, na Europa, e, com a prospecção e seleção de novas jazidas de caulim, no final do século XVIII chegava à equiparar-se à qualidade da produção oriental.
Conta-se que Luís XVI, o último monarca da França, fiel ao hábito de seus predecessores, sempre presenteava os dignitários de outros países com porcelanas de Sévres e tapeçarias de Gobelin que no fundo se constituía em propaganda da excelência destes produtos.

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